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Mais uma de teste com imagem

A cultura europeia é incompreensível sem o contributo da Alemanha, sem a sua música, a sua literatura, a sua filosofia, a sua ciência.

Descida histórica dos juros

Rompeu-se ontem mais um nível de resistência no campo monetário. Pela primeira vez, a Euribor a seis meses desceu abaixo de 1%, ficou-se nos 0,997%. Este é o custo do euro transaccionado entre bancos comerciais. E, já não apenas a três meses, mas sim à distância de meio ano, o que este preço nos diz é que o mercado não acredita que os grandes bancos centrais - a FED norte-americana, o BCE na Europa continental, o BoE britânico - tenham tão cedo condições para recomeçar a subir as taxas directoras das respectivas divisas.

Acontece que, em Portugal, a Euribor a seis meses é a base sobre a qual se constrói a quase totalidade dos juros dos empréstimos hipotecários. Este sinal é, assim, de primordial importância para um milhão e meio de famílias portuguesas que investiram na compra de casa própria. Mas a Euribor não é a totalidade do custo que elas têm de suportar: sobre essa base há que acrescentar a margem dos bancos (o spread), que, neste momento - situando-se bem acima de 1% -, já pesa mais do que a própria Euribor. A redução desta outra fatia só surgirá com a reanimação da economia, com maior dinamismo no mercado imobiliário e com uma maior agressividade comercial por parte dos bancos, confrontados com a pressão de uma concorrência acrescida. Até lá, esta pausa nos juros pode constituir uma oportunidade para discutir com o respectivo banco as possíveis alternativas para a inevitável subida dos juros, mesmo que ela só comece a doer no orçamento familiar lá para 2011 ou 2012.