Mais uma de teste com imagem

A cultura europeia é incompreensível sem o contributo da Alemanha, sem a sua música, a sua literatura, a sua filosofia, a sua ciência. Durante séculos dividida em pequenos reinos e principados, a unidade nacional foi conseguida no século XIX, emergindo daí uma nação que sob a liderança do Kaiser Guilherme I e do seu célebre chanceler Bismarck se tornou uma grande potência europeia, inclusive com um império colonial. Mas as derrotas nas duas guerras mundiais fizeram-na perder muito do brilho e mesmo a pujança revelada a partir de 1949 pela República Federal não escondia que uma Alemanha atravessada pela Cortina de Ferro nunca poderia ambicionar ao seu lugar de direito na cena internacional.

Só a queda do Muro de Berlim em 1989 e a reunificação no ano seguinte, em vésperas do fim oficial da Guerra Fria, permitiram finalmente aos alemães reassumir o seu papel de grande locomotiva da Europa. Foi através de um tremendo esforço político e económico, ainda em curso, que a antiga RDA foi reintegrada na mãe-pátria, fazendo da Alemanha esse gigante de 82 milhões de pessoas que é hoje candidato a um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, quarta economia mundial, primeiro exportador do planeta e país-chave das operações da NATO no Afeganistão. A dois dias de se celebrar os 20 anos da queda do Muro, homenageamos os alemães através de um DN gente especial, em que se retrata o estado de espírito dos berlinenses mas se recorda também que desse povo saíram cientistas como Einstein, músicos como Wagner ou Bach, filósofos como Marx ou Kant e escritores como Goethe ou Günter Grass. "Herzlichen Glückwunsch, Deutschland" ("Muitos parabéns, Alemanha").